Kaleidoscope

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Comme vous pouvez le deviner par le titre, c’est vraiment vrai de vrai, ça va arriver: dans un petit mois nous serons tous dans l’avion vers notre nouveau pays !  Oui, oui, je vais vivre au Brésil ! J’étais tellement contente après avoir acheté les billets que je chantais en boucle la première ligne de la chanson ci-dessous (il faut vraiment que j’apprenne le reste). D riait de moi: “On dirait une brésilienne qui rentre au pays après 20 ans d’exil !”… Reste à voir si je chante la même chanson dans 15 ans ! 😉

Les enfants et moi allons rester chez les beaux-parents (os avós / leurs grand-parents) pendant que D voyage au sud du pays au séminaire de Porto Alegre pour rencontrer celui qui s’occupe de son placement et tout finaliser. Il a quand même eu une promesse solemnelle qu’il a du travail au Brésil, possiblement une église de São Paulo, sinon il y a aussi d’autres possibilités. Alors reste à confirmer notre destination finale.

Nous ne pouvions pas (et ne voulions pas non plus) rester dans notre appartement actuel parce que la propiétaire a déjà prévu des rénovations à la fin de notre bail au mois d’août… En plus elle nous a vraiment fait super ch*er cette année, pourtant on paye vraiment trop cher pour cet endroit. Je suis sûre que les murs sont tout pourris de l’intérieur (dès que le temps est au dessus de 0°C, y’a des petites mouches et des fourmis un peu partout).

Alors puisque le travail de D a l’air d’être chose sûre, que de toutes façons on ne veux plus vivre au Canada, que ça fait des années que je déprime la moitié de l’année, j’ai acheté les derniers billets disponnibles à un tarif raisonnable… On va tâcher de profiter de nos “vacances” (valises, boîtes, bébés et chat),  en attendant que le prochain chapitre de notre vie commence !

Brasil! Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor…

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado…

Esse coqueiro que dá coco
Oi! Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro…

Brasil! Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente
Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar
O Brasil, do meu amor
Terra de Nosso Senhor…

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Huuum!
Essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado…

Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Huuum!
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro…

Brasil! Meu Brasil Brasileiro
Mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor…

Abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do cerrado
Bota o rei congo no congado
Canta de novo o trovador
A merencória à luz da lua
Toda canção do seu amor
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado…

Esse coqueiro que dá coco
Onde amarro minha rede
Nas noites claras de luar
Por essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro…

Oi! Essas fontes murmurantes
Onde eu mato a minha sede
Onde a lua vem brincar
Esse Brasil lindo e trigueiro
É o meu Brasil Brasileiro
Terra de samba e pandeiro
Brasil!

 

In my opinion, a fair portrait of the country; the good, the bad, the optimist and the skeptical. (How do I end this post with a little *heart*?) 😉

Quand les choses sont tranquilles au bureau ou quand je me prend ellement la tête à vérifier des chiffres que mes yeux croisent, je met un peu la radio pour mettre l’ambiance. Seulement pas n’importe quelle radio! Moi je veux pas (trop) de pub, de la bonne musique et du soleil, alors j’écoute MPB FM (Musica Popular Brasileira – musique populaire brésilienne) via internet. C’est super chouette! (et, non, on ne m’a pas payé pour dire ça!)

En tous cas, on a bel et bien survécu février, mars est à moitié partit, avril est around the corner et en plus ces jours-ci le soleil canadien a fait sont apparition. Alors le moral remonte! En plus, en se promenant cet après-midi nous avons remarqué quelques fleurs qui pointent le bout de leur nez. Il y a du printemps dans l’air!

Águas de Março
É pau, é pedra,
é o fim do caminho
É um resto de toco,
é um pouco sozinho

É um caco de vidro,
é a vida, é o sol
É a noite, é a morte,
é um laço, é o anzol

É peroba do campo,
é o nó da madeira
Caingá, candeia,
é o Matita Pereira

É madeira de vento,
tombo da ribanceira
É o mistério profundo,
é o queira ou não queira

É o vento ventando,
é o fim da ladeira
É a viga, é o vão,
festa da cumeeira

É a chuva chovendo,
é conversa ribeira
Das águas de março,
é o fim da canseira

É o pé, é o chão,
é a marcha estradeira
Passarinho na mão,
pedra de atiradeira

É uma ave no céu,
é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte,
é um pedaço de pão

É o fundo do poço,
é o fim do caminho
No rosto o desgosto,
é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego,
é uma conta, é um conto
É uma ponta, é um ponto,
é um pingo pingando

É um peixe, é um gesto,
é uma prata brilhando
É a luz da manhã,
é o tijolo chegando

É a lenha, é o dia,
é o fim da picada
É a garrafa de cana,
o estilhaço na estrada

É o projeto da casa,
é o corpo na cama
É o carro enguiçado,
é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
É um resto de mato,
na luz da manhã

São as águas de março
fechando o verão
É a promessa de vida
no teu coração

É uma cobra, é um pau,
é João, é José
É um espinho na mão,
é um corte no pé

É um passo, é uma ponte,
é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte,
é uma febre terçã

São as águas de março
fechando o verão
É a promessa de vida
no teu coração

Waters of March

A stick, a stone,
It’s the end of the road,
It’s the rest of a stump,
It’s a little alone

It’s a sliver of glass,
It is life, it’s the sun,
It is night, it is death,
It’s a trap, it’s a gun

The oak when it blooms,
A fox in the brush,
A knot in the wood,
The song of a thrush

The wood of the wind,
A cliff, a fall,
A scratch, a lump,
It is nothing at all

It’s the wind blowing free,
It’s the end of the slope,
It’s a beam, it’s a void,
It’s a hunch, it’s a hope

And the river bank talks
of the waters of March,
It’s the end of the strain,
The joy in your heart

The foot, the ground,
The flesh and the bone,
The beat of the road,
A slingshot’s stone

A fish, a flash,
A silvery glow,
A fight, a bet,
The range of a bow

The bed of the well,
The end of the line,
The dismay in the face,
It’s a loss, it’s a find

A spear, a spike,
A point, a nail,
A drip, a drop,
The end of the tale

A truckload of bricks
in the soft morning light,
The shot of a gun
in the dead of the night

A mile, a must,
A thrust, a bump,
It’s a girl, it’s a rhyme,
It’s a cold, it’s the mumps

The plan of the house,
The body in bed,
And the car that got stuck,
It’s the mud, it’s the mud

Afloat, adrift,
A flight, a wing,
A hawk, a quail,
The promise of spring

And the riverbank talks
of the waters of March,
It’s the promise of life
It’s the joy in your heart

A stick, a stone,
It’s the end of the road
It’s the rest of a stump,
It’s a little alone

A snake, a stick,
It is John, it is Joe,
It’s a thorn in your hand
and a cut in your toe

A point, a grain,
A bee, a bite,
A blink, a buzzard,
A sudden stroke of night

A pin, a needle,
A sting, a pain,
A snail, a riddle,
A wasp, a stain

A pass in the mountains,
A horse and a mule,
In the distance the shelves
rode three shadows of blue

And the riverbank talks
of the waters of March,
It’s the promise of life
in your heart, in your heart

A stick, a stone,
The end of the road,
The rest of a stump,
A lonesome road

A sliver of glass,
A life, the sun,
A knife, a death,
The end of the run

And the riverbank talks
of the waters of March,
It’s the end of all strain,
It’s the joy in your heart.


De todo un poco

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